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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

:: Gestão e Comportamento,leia aqui::

Siga o blogue e leia os artigos de Fernando Trevisan,advogado sobre Gestão no Esporte e Carla Rojas,psicóloga comentando a Síndrome de Estocolmo e o povo brasileiro.
Confira meu comentário sobre Tiririca...
Visite outros artigos e noticias aqui contidos e opine a respeito.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

:: Brasil,País do Futebol sem $$$::


Movimento do esporte

Fernando Trevisan *

A chamada indústria do esporte se refere a toda atividade que acontece no entorno do atleta e que movimenta dinheiro.

Um exemplo claro: um treinador ou um fisioterapeuta, por exemplo, é remunerado por meio de um salário, e esse valor será usado para consumo ou poupança, movimentando a economia do esporte. Mas além dessas atividades mais próximas do atleta, há uma imensa cadeia ao longo da prática esportiva envolvendo produtos e serviços.

A produção e venda de artigos esportivos, o licenciamento de produtos com a marca de um clube, a elaboração de contratos por advogados, a gestão da carreira do atleta, a venda dos direitos de transmissão de jogos, o patrocínio de clubes e esportistas, entre outras, são atividades que fazem parte dessa cadeia e que nos levam a considerar o esporte atual como uma indústria.

No Brasil, o mercado esportivo ainda é pouco desenvolvido, principalmente em comparação com os países europeus e norte-americanos.

O processo de profissionalização ainda é muito recente e, portanto, ainda há enorme espaçopara crescer. Estima-se que a indústria do esporte represente apenas 2% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, gerando cerca de 300 mil empregos.

Por estar num estágio bem anterior aos países mais desenvolvidos, o mercado esportivo brasileira possui grande potencial. De fato, tem havido uma profunda transformação neste setor, principalmente nos últimos 15 anos, com um processo de profissionalização mais intenso.

A receita dos principais clubes de futebol do Brasil, por exemplo, dobrou nos últimos quatro anos. O voleibol, que antes não era uma modalidade tão popular e vencedora, hoje é o

segundo esporte mais praticado, colecionando mais de 60 títulos com a Seleção Brasileira masculina e feminina.

O esporte faz parte da indústria do entretenimento, a que mais cresce no mundo ao lado da bélica e da automobilística.Por tudo isso, o mercado do esporte já tem sido olhado como uma possibilidade concreta de construção de carreira para jovens profissionais das mais diversas áreas:

administração, marketing, educação física, fisioterapia, fisiologia, direito, entre outras.

A indústria do esporte no mundo deve crescer a uma taxa anual de 3,8% até 2013, segundo relatório da consultoria PriceWaterhouseCoopers.

Na América Latina e no Brasil, esse crescimento deve ser ainda mais intenso não só porque são países que estão mais atrasados do que os europeus e norte-americanos, mas também pela perspectiva de grandes investimentos por conta da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas em 2016 serem no Brasil.

O Brasil, inclusive, já nota o crescimento de outras modalidades, além dos esportes mais tradicionais.

O segmento de corrida de rua, por exemplo.

O aumento dessa prática no País tem também ocorrido pela importância cada vez maior das pessoas para o cuidado com sua saúde. Além de uma alimentação regrada, a prática esportiva já é considerada fundamental para complementar uma vida mais saudável.

A corrida de rua, por ser uma prática simples, fácil e barata, tem sido uma opção interessante para a população.

Além disso, o aparecimento de grupos de corrida e de participação em mini-maratonas de equipes tem estimulado o desenvolvimento de relacionamentos entre as pessoas, o que é mais um atrativo para esse segmento.

O investidor ou patrocinador só colocará seu dinheiro em projetos geridos de forma profissional, transparente e que demonstre claramente o retorno daquele investimento. Em que pese o setor estar se profissionalizando cada vez mais, ainda há muito amadorismo na gestão das entidades esportivas, o que limita a entrada de mais empresas neste mercado.

Além disso, há muita carência de dados e informações com base científica que possas demonstrar claramente o quanto de retorno aquela marca está tendo com determinado patrocínio.Há, portanto, necessidade de capacitar cada vez mais pessoas para atuar de forma profissional na gestão e no marketing esportivo, para que a máquina econômica deste setor cresça no País.

E o momento é esse.
* Fernando Trevisan é diretor geral da Trevisan Escola de Negócios.
E-mail: fernando.trevisan@trevisan.edu.br.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

:: De repente o vazio ::


Recebi um artigo enviado por internauta que apenas assinou Luiz,mas que serve bem para compreender o que aconteceu recentemente com pessoas idosas demitidas numa emissora de Porto Alegre e que é perfeito para profissionais dispensados numa determinada quadra da vida.
Leiam porque é muito interessante.

Conheça os estágios de sofrimento após uma demissão.
Primeiro vem a negação, quando a pessoa simplesmente não acredita que sua situação é definitiva.
Pensa que o chefe vai se arrepender e chamá-lo de volta, que o chefe-do-chefe vai achar um absurdo e ordenar a sua reintegração, etc.
Neste breve período a ficha ainda não caiu e a pessoa, anestesiada pela surpresa, não sentiu o real impacto da situação.
No final deste estágio, a pessoa tende a se isolar, talvez até um pouco envergonhada com sua situação.

Em seguida vem a raiva.
O sentimento de injustiça, as justificativas – geralmente externas – para o que acaba de lhe acontecer.
É nesse momento que muitos ex-funcionários cometem grandes erros, enviando e-mails mal-criados para o departamento de RH, desabafando com qualquer um, falando mal da empresa nas redes sociais, acusando chefes e colegas e, em situações extremas, ameaçando ou agredindo o ex-chefe vilão.
Alguns ficam com raiva de si mesmos e podem até adotar comportamentos auto-destrutivos – bebedeiras, envolvimento com drogas, etc.
Passada a raiva, vem o estágio da barganha, uma tentativa de negociar uma saída desta situação tão desagradável, geralmente com o próprio chefe que o demitiu. Prometo que vou mudar! Será que não dá para eu continuar prestando serviços como consultor até você achar quem vai me substituir? Há também momentos de negociação com Deus, através de promessas: Eu nunca mais vou fazer isso ou aquilo se eu tiver meu emprego de volta, ou se achar um outro emprego agora… Quando nada acontece, vem a depressão.
Aquele sentimento de que nada vai funcionar, uma total falta de esperança.
A tristeza e o desespero atacam quando o indivíduo, que não dormiu nada à noite, levanta pela manhã e vê a casa funcionando normalmente, filhos indo para a escola, a esposa se arrumando para o trabalho…os pedidos inusitados para afazeres domésticos – Afinal, você não está fazendo nada! – ou então a total solidão de uma casa vazia.
As contas continuam chegando e o dinheiro saindo. É o momento mais crítico! Dependendo do temperamento da pessoa e da sua estrutura de suporte – família, amigos, especialistas – pode ser uma fase breve ou longa demais. Quando enfim superada a depressão, o indivíduo começa, aos poucos a aceitar sua situação.
É a fase do recomeço, da volta por cima. Começa a pensar mais claramente sobre o que precisa ser feito, adota uma postura mais prática e realista. É neste estágio que a pessoa se torna mais equilibrada e provavelmente mais propensa a fazer um jobsearch ativo e efetivo. Mas aí, muito tempo pode ter passado e muitas pessoas, não só o demitido, sofreram no caminho.

:: O substituível ::


Abri meu email e lá estava este texto enviado por minha filha Thaynã,a primogênita.Ainda não havia escrito sobre a Mágoa.Este texto chegou antes.Será que preminotoriamente minha filha sabia o que eu estava sentindo e nestas palavras envia-me o remédio para a dor que iria sentir?
Confesso que este texto me fez bem e ainda o li antes de recolher-me.Leiam..

Será que você é mesmo substituível ?????

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? O homem encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina"(organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro . Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo.
E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas, nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem chefes, nem subordinados . . . . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

" No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo... Acostume-se..."


Obrigado minha filha!

domingo, 15 de junho de 2008

:: Jamelão não morreu ! ::


Jamelão é um sujeito que não gosta.
Não gosta assim mesmo, com o verbo no intransitivo, tantas são as coisas que ele desgosta. Não gosta de falar do passado, não gosta de falar do presente, não gosta de roda de samba nem exatamente de carnaval. Não gosta de Cartola.
Não gosta sequer de cantar - só o faz para embolsar algum e justamente porque não gosta de ficar devendo.
Gosta menos ainda que venham lhe beijar a mão. Se um desavisado se curva, fica com a beiça a ver navios: 'Num sô pai-de-santo', ele rosna.
Estender-lhe a mão, esse gesto simples, é uma temeridade: 'Num sei onde cê pôs essa mão...' O jeito é apenas sorrir para ele. Mas não espere reciprocidade - Jamelão não gosta de sorrir.
Esse sujeito que não gosta sentiu-se ainda mais desgostoso há duas semanas, quando correu a notícia em um jornal popular do Rio de Janeiro: 'Jamelão não é mais o puxador da Mangueira'. Quer deixar de mau humor o Jamelão, não precisa fazer nada. Jamelão não fica de mau humor - é de mau humor.
Se quiser no entanto jogar lenha na fogueira, basta chamá-lo de puxador de samba, o que para ele é xingamento, ao estilo puxa-saco ou puxador de fumo. Jamelão não puxa - é intérprete.
Desde 1950 a sua voz grave, bonita, embala a escola nos desfiles da avenida. Aos 93 anos, é figura tão lendária na Sapucaí que parte dela, a área destinada à concentração das alas, chama-se oficialmente Espaço Jamelão.
De forma que a manchete do jornal sugeria uma puxada de tapete. O Jamelão não gostou. - Eu só não canto esse carnaval se Deus não quiser. O dia que Deus me tirar de circulação, aí cabô.

Jamelão é um sujeito que não gosta. Não gosta assim mesmo, com o verbo no intransitivo, tantas são as coisas que ele desgosta. Não gosta de falar do passado, não gosta de falar do presente, não gosta de roda de samba nem exatamente de carnaval. Não gosta de Cartola.
Não gosta sequer de cantar - só o faz para embolsar algum e justamente porque não gosta de ficar devendo.
Gosta menos ainda que venham lhe beijar a mão. Se um desavisado se curva, fica com a beiça a ver navios: 'Num sô pai-de-santo', ele rosna.
Estender-lhe a mão, esse gesto simples, é uma temeridade: 'Num sei onde cê pôs essa mão...' O jeito é apenas sorrir para ele. Mas não espere reciprocidade - Jamelão não gosta de sorrir.
Esse sujeito que não gosta sentiu-se ainda mais desgostoso há duas semanas, quando correu a notícia em um jornal popular do Rio de Janeiro: 'Jamelão não é mais o puxador da Mangueira'. Quer deixar de mau humor o Jamelão, não precisa fazer nada. Jamelão não fica de mau humor - é de mau humor.
Se quiser no entanto jogar lenha na fogueira, basta chamá-lo de puxador de samba, o que para ele é xingamento, ao estilo puxa-saco ou puxador de fumo. Jamelão não puxa - é intérprete.
Desde 1950 a sua voz grave, bonita, embala a escola nos desfiles da avenida. Aos 93 anos, é figura tão lendária na Sapucaí que parte dela, a área destinada à concentração das alas, chama-se oficialmente Espaço Jamelão.
De forma que a manchete do jornal sugeria uma puxada de tapete. O Jamelão não gostou. - Eu só não canto esse carnaval se Deus não quiser. O dia que Deus me tirar de circulação, aí cabô.

Mas é: foi o José Bispo que nasceu em São Cristóvão, filho de um baiano que era pintor e uma mineira que 'lavava pra fora'. Morava na Caixa d´Água, cercanias do estádio de São Januário, o que o fez Vasco da Gama.
Engraxava sapato e vendia jornal. Foi gritando na rua - 'A Noite!, Vanguarda!' - que começou a gostar da sua voz. E por essa época (favor não cair na tentação da piadinha sobre ver a Mangueira entrar) José Bispo entrou na Mangueira. - Naquela época não tinha nada de fazer exame de seleção.
A pessoa chegava, e quem podia participar daquilo ali participava. Comecei saindo na bateria. Tocava mais ou menos um surdo de resposta, me identificava com um tamborim, se fosse preciso. Quantos anos eu tinha? Muitos anos atrás, ora.
A Mangueira naquela época era praticamente um bloco. Depois é que virou Grêmio Recreativo Escola de Samba e blablablá e não sei o quê e Estação Primeira de Mangueira.
Quando a Mangueira virou 'essa coisa de responsa', o José Bispo já tinha se transformado em cantor. O apelido, inclusive, 'veio de andança de festa', na qual ele atuava como crooner.O dono de uma das casas, esquecido de seu nome, recorreu à fruta que fica 'pretinhazinha assim no pé': 'Oh... Oh... Oh... Jamelão!' E assim foi ficando, sem que José Bispo, cada dia menos José e menos Bispo, se aporrinhasse com o codinome.
Achava até muito bom, visto que jamelão é 'fruta muito boa, tipo da faixa do morango'.
Jamelão vestiu a carapuça de Jamelão e o novo nome lhe deu uma sorte danada. Com ele assinou Quem Samba Fica,uma de suas poucas composições, um clássico das boas rodas de samba. Quem samba fica, quem não samba vai embora, diz o refrão.
Se deixasse, Jamelão era o primeiro a bater em retirada, porque acha roda de samba 'um chute no saco'. Outra de suas canções que também tem lugar cativo no botequim com boa música é Esta Melodia, gravada depois por Cristina Buarque e Marisa Monte (Quando vem rompendo o dia, eu me levanto, começo logo a cantar...).
Mas essa é melodia assinada por um José Bispo que já não se sabe quem é. Coisa da antiga.
A moderna música de Jamelão era aquelas de dor-de-cotovelo. Apesar de ter decolado nos anos 50 com Leviana,de Zé Keti, e se consagrado em definitivo com Exaltação à Mangueira, o delicioso samba-hino da escola, o que Jamelão queria mes
'O Cartola, o negócio já era outro. Ele só gostava de jornalista. Reunia aquele bando na casa dele. A mulher, Zica, fazia comida pra turma.
Com gente do morro, ele não chegava junto. Tava sempre em casa com jornalista. Isso porque tinha aquelas músicas lá. O pessoal saía todo empolgado com o Cartola...'
mo era ser Lupicínio Rodrigues. Tanto fez que é considerado seu melhor intérprete. O exdeputado Roberto Jefferson, agredido pela estante de seu apartamento com um soco no olho quando tentava alcançar um CD de Lupa, certamente aprecia esse Jamelão. Os sambistas torcem o ouvido.
Em todo caso foi assim mesmo - da roda de samba a Lupicínio, de Dolores Duran à Sapucaí - que Jamelão conheceu França, Portugal, Espanha, México, Estados Unidos. Certa vez, em temporada no restaurante Via Brasil, 'ali na 46', em Nova York, reparou num grupo de cariocas: 'Toca essa! Toca aquela!'
Num arroubo de rara gentileza, foi atendendo um a um aos pedidos da mesa. Não é que de lá se levantou o seu Miro? Sim, o seu Miro, patrono do Salgueiro, um dos maiores banqueiros do bicho no Rio de Janeiro, 'sujeito muito bom'.
Miro aproximou-se de Jamelão: 'Toma o seu cachê' - meteu a mão no bolso e lhe ofereceu um bolo de dólares. 'Ali começou uma grande amizade.'
Castor de Andrade era outro. Volta e meia mandava à sua casa o motorista: 'Dom Castor mandou buscar o senhor'. Jamelão se aprontava, ia até Bangu, onde o bicheiro punha banca. Cantava meia dúzia de músicas, 'ele me dava um dinheirinho na mão e eu ia embora'.
Uma vez, no dia do desfile, mandou chamar de novo o Jamelão. Ofereceu uísque e cerveja.
Quando ele saiu para defender o seu samba, Castor, então patrono da Mocidade, comemorou: 'Tá meio bebão, não vai cantar é nada'. Jamelão subiu no carro de som e a Mangueira atravessou a avenida com o tradicional 'já ganhou'.
No ano seguinte: 'Quando o Jamelão chegar, dá uma tranca nele. Ninguém aqui dá mais bebida pro Jamelão. Quanto mais ele bebe, mais ele canta...' Castor de Andrade, Jamelão achava 'formidável e amigo'.

Segue casado com Dona Delice há 57 anos. Tem uma filha apenas, de 60 anos, uma neta e um neto. À exceção da neta, 'que estudou negócio de academia de comércio', o resto 'é tudo nas minhas costas'.
Na verdade, o Jamelão é meio desgostoso com o pessoal lá da casa dele... No entanto, mora todo o mundo junto, em Vila Isabel. (Por estranho que pareça, nem José Bispo nem Jamelão nunca morou na Mangueira.) 'Eu vivo no bairro de Noel Rosa, mas esse aí eu não conheci.
Ah, morreu cedo? Ora, e o que é que você acha que eu posso fazer?' O carrancudo Jamelão poderá ser visto entre as 22h05 e as 22h20 da segunda-feira 27 de fevereiro, quando desfila a Estação Primeira de Mangueira. A carranca na Mangueira vai passar, diz a letra da música no primeiro refrão do samba-enredo.

Fonte: Texto: Fred Melo Paiva

terça-feira, 3 de junho de 2008

:; Lembrando aos homens e as mulheres ::

MULHER
Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa.
Que te espere pacientemente enquanto você está se arrumando.
Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.
Que deite debaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração ou que permaneça acordado só para observarvocê dormindo.
Que te mande mensagens dizendo o quanto te ama.
Espere pelo homemque te beije na testa.
Que conheça o seu cheiro.
Que cante uma música pra você.
Que te beije e te chame de boba quando você brigar com ele sem motivo.
Que faça questão de te ver todos os dias.
Que queira te mostrar para todo mundo,mesmo quando você está suada.
Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele.
Que te ligue de manhã para te desejar bom dia.
Que saiba de cor todas as suas manias e as entenda.
Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura.
Aquele que te lembra constantemente o quanto se preocupa com você e o quão sortudo ele é por estar ao seu lado.
Espere por aquele que esperará por você,aquele que procura por você.
Aquele que vire para os amigos e diga É ELA!
Encontre um homem que não soe perfeito,mas que seja perfeito para você, apesar de todos seus defeitos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

:: Façam o Jogo senhores::

_ João, a vida é um jogo.

No País que é um cassino oficial da jogatina federal, com tantas loterias para o povo exercer a sensação de ganhar dinheiro fácil, a corrupção é um jogo.
A expectativa de ganhar uma bolada, uma grana extra, tem levado as pessoas que lidam com dinheiro público, a JOGAR.
Se der certo todos os envolvidos vão locupletar-se.
Se der errado todos alegarão inocência e vão de novo apostar.Desta vez , na impunidade, nos prazos de julgamento que alongam-se.
Todos jogam.
O empresário que sonega é um jogador.
O prestador de serviço que não dá nota, nem recibo, nem obedece a Lei do Consumidor..
O estudante que vai a escola e não estuda e o professor que finge dar aula e não dá.
Por todos os lados, por onde olharmos, vamos ver esse JOGO DO FAZ DE CONTA
E os que não jogam sentem vergonha de ser honestos. Os “ jogadores “ chamam estes de BOBOS.
Babaca é o funcionário público que cumpre tudo direitinho, o policial ou fiscal que não pega propina, o professor que prepara a aula e preocupa-se com a turma, o médico que conclui as horas de atendimento para as quais foi contratado.
Enfim, o País está cheio destes babacas e eles são o que chamamos de RESERVA MORAL DA NAÇÃO.
De que lado está o leitor?


( visitem as demais secções do blog )

sábado, 12 de janeiro de 2008

::Senso de pertinência ::

A idéia de pertencer a uma coletividade é tão antiga e óbvia que não nos damos conta da sua importância e passamos direto sobre o tema quando tratamos dos assuntos de gerenciamento da convivência, análise do clima organizacional e de estímulo aos colaboradores.
Pertencer e se identificar com um grupo é tão necessário ao ser humano quanto para a maioria dos animais.
É por isso que nos unimos e formamos famílias, tribos, torcidas e até gangues.
Empresas, governos, partidos e impérios se esfacelam quando o senso de pertinência - o amálgama que une seus participantes - deixa de existir.
Inseridas no contexto e com a noção clara do rumo a trilhar, as pessoas gostam de contar às outras que pertencem e estão ajudando a criar a história da sua empresa. – "Tenho orgulho de participar do local onde trabalho e de ajudar a construir esta história. Na minha equipe encontro referências e conexões". O senso de pertinência nos dá a sensação de participarmos de "alguma coisa maior do que nós mesmos". Dá-nos força e incentivo para lutar por uma causa, que será comum também aos parceiros, àqueles que estão ao nosso lado no dia-a-dia.
Foi esta identificação de causas semelhantes que fez nossos antepassados se reunirem em diferentes clubes sociais. Não há cidade no Novo Mundo formada por imigrantes que não tenha um clube italiano, alemão, polonês, japonês, etc. Existem CTGs – Centro de Tradições Gaúchas - até na Amazônia e Japão.
Por isso, empresários, em vez de ficar aplicando em seus colaboradores doses cavalares de campanhas motivacionais, façam esforços inteligentes, sutis e constantes para despertar neles o velho e bom senso de pertinência.
Seja trabalhando em um hospital, na construção de uma estrada, torcendo por um time de futebol, estudando em uma faculdade ou participando de um programa de governo, as pessoas adoram dizer que fazem parte de algum grupo ou programa e que têm orgulho em pertencer àquele momento da história.
Uma das mais fortes motivações para o ser humano é perceber que pertence e ajuda a construir algo grandioso.
O senso de pertinência nasce no desenrolar da história contada.
Por isso, uma das habilidades do bom líder é saber contá-las. Com elas, os rumos são indicados, caminhos, dificuldades e benefícios, tangíveis e intangíveis, das metas a serem atingidas, são explicados. E é o contar das histórias que irá fornecer outros dois sensos importantes para a condução de equipes. As histórias também criam senso de propósito, o que é que estou fazendo aqui, e senso de direção, para onde estamos indo.
Quando o povo de um país, de um estado ou os colaboradores de uma empresa sentem durante muito tempo a falta de bons projetos estruturais e de lideranças autênticas, desencadeia um processo de deterioração do seu tecido social.
As conseqüências são:
a "não-identificação" com o lugar e a destruição das bases do bom relacionamento. Sobra uma situação de "salve-se quem puder".
Esta situação, chamada de anomia - falta de projetos consistentes e desafiadores - esta pasmaceira geral e a rapinagem oficial descontrolada força nossa juventude a procurar outros grupos e abandonar o senso de pátria.
Só pertenço ao Brasil em época de Copa do Mundo, imagino que pensem nossos jovens.
Deve ser por isso que mais de 70% destes grupos de Internet Orkut são ocupados por brasileiros. Pelo menos virtualmente são aceitos e podem se manifestar, porque deste período da história eles não querem participar. Ele não lança desafios, só envergonha quem está no mesmo barco.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

:: O Brasil Perfeito:::

Começo a blogar artigos por este de um jovem estudante.

Texto escrito por Anderson, aluno da 8 série da escola Padre Maurício.
Todos os defeitos de um Brasil "perfeito".
Por que um país que tinha tudo pra ser perfeito acaba se tornando um dos mais imperfeitos do mundo?Os Estados Unidos, por exemplo, tem de tudo: tempestade, tornados, inundações, granizos, vulcões. Mas acabam conseguindo ser um dos países mais desejados do mundo para servir de moradia. Por que? Se o Brasil não tem nada disso, por qiue ninguém vem pra cá?O Japão cabe umas 17 vezes dentro do Brasil, mas mesmo assim consegue ser "maior" e muito que o Brasil. Será que é por que a educação é a coisa mais importante para qualquer estudante japonês, a ponto de eles se suicidarem caso não passem em uma prova?O Brasil tem uma das maiores florestas do mundo: a Amazônia. Quanta matéria-prima não será retirada de lá. E pra onde vai? Para outros países industrializados e são vendidos para o próprio Brasil pelo dobro do preço.Mas a culpa é de quem? Do povo ou de quem governa?Do presidente, que já poderia ter mudado isso há muito tempo e até acabado com a "dívida eterna". O povo também já poderia ter mudado, não caindo no jogo do presidente. Quando o povo tem fome ganha festas e quando tem sede ganha feriados.O Brasil tem um enorme potêncial enorme. Basta saber lidar e pensar que um dia alguém vai mudar isso. Pensa que o pensamento tem poder, mas não adianta só pensar. Você também tem que dizer. Diz que a sua voz tem poder, mas não adianta só falar. Você também tem que fazer. Faz porque você só saberá se o final será feliz depois que tentar. ( extraído do site http://www.tribodasletras.com.br/