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sábado, 5 de janeiro de 2008

:: Um ícone para o consumo::


No dia 4 entendi porque as autoridades da Economia no Brasil tem medo da redução de juros.

Inauguração do Big Zona Sul com filas de consumidores desde a vespera e um tumulto para que todos pudessem entrar e comprar no turbilhão de ofertas Wall Mart. Nunca vi tanta gente fazendo cartão de compras( Hipercard) para adquirir tudo,desde leite,muito leite longa vida, até pneus e televisores gigantescos. Uma loucura.
Já pensou se os juros caem, será um novo Plano Cruzado.
Brasileiro não faz economia, compra tudo a prestação.
Isto sem falar que aquilo foi o maior índice de mulheres gordas por metro quadrado,jamais visto.Mais de uma hora no sol esperando abrir o hipermercado, confusão com os guardas,com os taxis,com os vendedores.Congestionamento de carrinhos e nem tempo os funcionários tinham para repor os estoques. Foi o famoso Espetáculo do Crescimento e parecia ouvir o Presidente Lula dizer: nunca neste pêiiis...

No mesmo dia as Casas Bahia liquidavam tudo e também foi um tumulto na loja do centro de Porto Alegre. Panelas de pressão por R$7,90. Pronto, bastou para a correria.

Vem aí a inauguração do Barra Shopping Sul junto ao Hipódromo do Cristal e vai ser outro tumulto de compras. Vou assistir do camarote.
Mássimo Canevacci,antropólogo da Universidade Sapienza de Roma, afirma que,"o shopping é onde as pessoas vão para se mostrar e encontrar outras pessoas."
Esteve no Brasil falando sobre fetichização de marcas e grifes.
É o autor do livro," Estética da Comunicação Global".
Afirma ainda, que " o consumo perfomático reflete valores de vida e o shopping é a fábrica da contemporaneidade.
Para Canevacci, hoje o produto é um Ser, passa a fazer parte do consumidor perfomáticoe interpreta a multiidentidade da pessoa e se transforma num multivíduo.
O consumo de luxo, segundo Canevacci, mistura códigos fetichizados e é um fenômeno global.
Fala quem sabe!

sábado, 22 de dezembro de 2007

:: Viamão Tv - 17.12.2007 ::

Programa exibido no dia 17 de dezembro na Viamão TV, canal 6 da Net/Sul, Programa do Kadú.
http://www.viamao.tv/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

:: Memória em tempo de esquecimento::






A TV Assembléia, realiza excelentes programas e vem apresentando um que é a história viva da política riograndense na Casa do Povo: MEMÓRIA DO PARLAMENTO.

O programa entrevista e colhe depoimentos de veteranos deputados que não estão mais na Assembléia.
Tenho tido o prazer de entrevista-los sempre acompanhados de jornalista ou pessoa que viveu na mesma época e trabalhou na Assembléia Legislativa.

Todos podem acompanhar os programas em edições aos domingos 15h30 e com reprise no sábado seguinte ás 23h30.
Muitos já foram ouvidos e outros ainda irão ao programa;

Alberto Hoffmann já deixou lá seu depoimento e Cândido Norberto está na relação do futuros entrevistados.
Vale a pena sintonizar o canal 16 da NET para ver e aprender sobre a historia política do Rio Grande que passa por ali.

sábado, 15 de dezembro de 2007

:: De olho vivo na maracutaia::



A Telebrás, que um dia foi uma estatal grande daquelas vinculadas a Embratel,ficou numa gaveta depois das privatizações.
Pois, o Elio Gasparin,(Estadão 25/11) que vive mexendo nestas " coisas velhas " que costumam voltar com cheiro e gosto de negociatas, maracutaias, descobriu que a Telebrás está de volta ,tchan,tchan,tchan,tchan,tchan.


Ficou lá por 9 anos transformada e disfarçada em Lightpar um cabidezinho de empregos do lulismo.


Agora, esta estatal quer levar por fibra ótica, via cabeamento da Eletrobras e da Petrobras, internet rápida a 150 mil escolas brasileiras. tchan,tchan,tchan,tchan,tchan.
A brincadeira vai custar a bagatela de R$10 BI e para isso ressuscita-se a ELETROBRÁS.


Em2003 faliu uma tal de EletroNet e ficou um rombinho de R$700 MI cujos credores mascaram no freio.Com a volta da Eletrobrás, eles querem o deles.


Nesta tal de Lightpar, andaram sumindo livros de contabilidade financeira,enfim.Normal. Mas esta coisinha de empregos custou em 2005, uns R$724 mil, com 28 funcionários para "fazer nada".


(*) Para qualquer lado que a gente se vire, tem um "negocinho", uma safadeza.
Essa gente é muito criativa!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

:: Sonha Gordo ::



Sempre questiono-me sobre o Jornalismo Investigativo no Brasil em como seria se não houvessem as operações da Policia Federal e os vazamentos do Judiciário. Meu modelo são os repórteres do Watergate ( Carl Bernstein e Bob Woodward- Washington Post 1973 ,que derrubaram o Presidente Richard Nixon ( foto) e uns poucos no Brasil, da Folha de São Paulo de alguns sites de peito, como o videversus do Vitor Vieira. No mais, repetem os autos dos inquéritos policiais e ações de promotores e procuradores de Justiça.
Tenho comigo que os colegas "investigadores" vão até onde permitem os "donos" e estes não são os dos sindicatos recentemente" merecedores " da atenção do jornalismo investigativo pampeano.
Não entro no mérito das irregularidades apontadas e sim no gancho do tempo em que estes líderes sindicais estão no poder. Questiono que em entidades empresariais e sindicatos patronais também ficam os "senhores" por muito tempo. Estas entidades estariam livres da ação deletéria?
Por outro lado, soa no mínimo curioso, que no momento de discussão da legislação trabalhista , especialmente naquela parte que toca o imposto sindical surja a série de reportagens.
Reconheço a competência dos colegas e a independencia deles,mas vivo procurando por reportagens inquisitórias no andar de cima.
Afinal, um dos pilares do bom jornalismo não é ser igual para todos os lados, de baixo e de cima? Onde está essa pauta?
Desmoralizar o movimento sindical nesta hora é tudo o que a classe patronal quer.
Defendo o silêncio de falcatruas e irregularidades ? Não. Mas posso ter o direito de invocar mesma investigação nos sindicatos patronais, ou sujeira ( se tem) é só nos sindicatos dos trabalhadores ?
Minha vida tem sido desconfiar sempre de quem só vê um lado.
Os investigadores fuçam nos parlamentos e não fuçam nos outros poderes.
Os parlamentos não tem verbas publicitárias gordas e nem a capacidade de remexer processos trabalhistas ou civis. Estou dizendo que no Judiciário tem irregularidades ? Não.
Apenas tenho essa mania de pensar em voz alta.
Queria ver essa coragem toda denunciando devedores do ICMs, do Imposto de Renda, das empresas, que mandam dinheiro para paraísos fiscais, dirigentes que assediam moralmente seus funcionários, que transam influência com políticos e os que á serviço de governos ganham canais de radio e televisão descumprindo a legislação das concessões.
Sonha gordo!