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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

:: Ajoelhou tem que rezar ::

O parlamento gaúcho toma várias medidas de economia patrocinadas pelo Presidente Frederico Antunes.Acuada a Assembléia Legislativa segue na vanguarda de medidas saneadoras das finanças do Poder Legislativo. Vem fazendo isso desde muito e todas exemplares. Porém, precisa tomar cuidado com o limite dessa pressão. O parlamento não pode ficar de joelhos diante de investigações ou denúncias.Transparência é o desejável, além disso é subserviência e um poder de joelhos ninguém quer.
No blog do Diego Casagrande, diz o Dieguito, que a CPI do Detran causa pavor na Assembléia.
Pode ser pavor político, mas duvido que a lista de parlamentares envolvidos seja de causar estresse. Gente de partidos é possível.Porque se uma CPI causa pavor no Poder que a promove então o poder cai junto.E afirma o Diego .." .imagina-se que uma investigação produnda possa deixar pouca gente de pe´(?????)."
Nem o Diego, nem eu, nem ninguém acredita que uma CPI tenha maior poder de investigação que a PF e o MInistério Público.
Apaguem as luzes, guardem as câmeras e o blocos de anotações, fechem os microfones e a CPI se vai pelo ralo.

:: O Troca deu o troco e pagou a conta::


Alonga-se o episódio do não adiamento da votação do Projeto de Recuperação do Estado, proposto pela governadora Yeda. Estica-se o debate quando a governadora já procura outra saída para pagar as contas e manter o governo com capacidade- mesmo pequena, de investimentos. O que parece para alguns analistas políticos e boa parte de parlamentares é que o PSDB, cuja candidata ganhou a eleição não queira SER GOVERNO. Pretender a Casa Civil e secretarías de ponta é natural desejo tucano. Não foi assim em governos anteriores, mesmo de coalizão? Então porque apedrejar o deputado Adilson Troca, líder do governo na Assembléia e de outros tucanos em pretender ocupar esta e outras secretarías importantes? Onde está a lógica e porque a defesa tão intransigente de alguns pelo deputado Záchia. Afinal, o PMDB no Governo Rigotto, tinha líder da Situação( Governo) e um secretário da Casa Civil,do mesmo partido.Tá bem, também era uma bancada maior.Entendo.Mas quando o Governo vencia. Venciam Záchia(líder) e Alberto Oliveira( Casa Civil). Hoje, quando o Governo perde o Troca é o culpado e os tucanos. Quando ganha, palmas para o Záchia, quando perde ferro no Troca. É justo ?

Ora, quem perdeu foi a base que dividiu-se no PMDB,no PTB e no PP.

Os tucanos votaram coesos. E a culpa é do Troca?

Anda quieto e acho que entristecido, porque é um homem de Bem, um conciliador e está recebendo toda a carga de "um fracasso"(?!) de todos os que tem cargos no Governo Yeda. O Troca( perdoem o trocadilho) só está dando o troco.

:: O silêncio no Senado ::


Não sou o único, outros jornalistas tiveram prazer maior nesta profissão.Porém, andando por coberturas gerais na Imprensa cruzei com pessoas interessantes,inesquecíveis momentos e coberturas de algum tamanho.

Li no site da Assembléia depoimento do doutor Paulo Brossard do qual guardo pelo menos duas passagens maravilhosas.A primeira em Pelotas,eu reporter, ele candidato ao Senado, acompanhado por João Carlos Gastal ( deputado estadual ) . Pedi-lhe uma entrevista quando cruzava a Praça Cel Pedro Osório e concedeu-me sentado num dos bancos centenários da praça, tendo ás costas uma obra de Antonio Caringi em homenagem ás mães.
Começou dizendo que ali, naquele banco ,havia passado momentos agradáveis com uma namorada.Este fato jamais esqueceu e sempre que nos encontramos repito-o.Mas, sua maior contribuição a este repórter foi em Brasilia, no Congresso Nacional.
Estava lá com dificuldades naturais do profissional.Participava de coletivas e não me davam bola,nem oportunidade de perguntar.Aquilo me incomodava e confidenciei ao secretário do doutor Brossard.Adolfo, que contou ao senador.
Passam-se os dias e Brossard era a fonte mais desejada do Congresso Brasileiro.Todos os reporteres queriam falar com ele.Corredor lotado,esperando e o secretário avisa que estou ali.
Chamou-me ao gabinete e disse que só falaria para mim porque sabia que estavam me sacaneando ( claro que não falou assim!) . Ao final da entrevista,não resisti e pedi que falasse aos demais.Falou, mas antes disse que o estava fazendo porque atendia ao meu pedido.

Nunca mais fui discriminado.

Paulo Brossard é e sempre foi um homem justo.

Naquele período em que chamava o presidente Geisel de " General Presidente" sem citar-lhe o nome, seus discursos no Senado eram acompanhados de profundo silencio de todos. Foi quando realizou cinco pronunciamentos sobre O Pacote de Abril e esteve á beira da cassação.
Respeito ao tribuno, ao orador admirável, cujo comportamento quase teatral conferia-lhe um ar de artista da palavra. Metódico, extraia dos jornais, dos editoriais ,as críticas que queria fazer ao Governo.Cada palavra era uma flecha envenenada. Bons tempos ( anos 70) quando cruzava nos corredores com figuras inesquecíveis, Tancredo Neves, Thales Ramalho, Ulysses Guimarães,Jarbas Passarinho, José Bonifacio de Andrada, Magalhães Pinto , Franco Montoro, Dinarte Mariz, Nelson Carneiro, Amaral Peixoto, Petronio Portela,enfim.Estes e poucos outros eram as lideranças respeitáveis do Congresso.Se havia baixo clero a gente sabia que não mandavam nada.Hoje é diferente.Infelizmente.
O silêncio no Senado não é mais para ouvir as grandes vozes da Casa,mas calar de vergonha.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

:: Açodamento jornalístico ::

Está claro que vivemos num País sob o Regime da Desconfiança. A princípio somos todos suspeitos e o ônus é nosso. Ouvimos queixas da Policia Federal, do Ministério Público,mas se um investiga e o outro denuncia,a mídia faz mais.Faz estas duas partes e publicamente condena todo aquele que é investigado e denunciado.Sabendo que a Justiça demora porque tem tramites, os orgãos federais de investigação e denúncia vazam as informações porque a Imprensa se encarrega do resto.Não entro no mérito.

Recentemente tivemos aqui o caso da Incobrasa, empresa que pertenceu ao ex-dono da Empresa Jornalística Caldas Jr, Renato Ribeiro.e que enquanto foi dono nunca viu denunciada esta decisão da Justiça de considerar prescrita sua dívida com o Estado.

Pois bem.a dívida sempre foi contestada por Renato Ribeiro.quando os fiscais iam autua-lo dirigiam-se ao endereço da empresa que não lhe pertencia mais e que ele havia informado a mudança ao Tesouro do Estado.Correu prazo e uma juiza acabou por considerar a dívida prescrita.Ou seja, não precisava pagar aquilo que começou com R$70 milhões ( contestado) e chegou a mais de R$150MI.

O açodamento da mídia, com boa dose de vingança aconteceu e em nenhuma notícia isto foi dito: que a Proc uradoria do Estado fez barbeiragem jurídica no processo.

O que importa é que a intenção é fazer deste caso uma "jurisprudência" para que outros grandes devedores não consigam na Justiça o "perdão" da dívida.Como no Brasil, País onde todos estão sob suspeita isto é um escandalo ai está mais uma tentativa.Espero que não vire CPI na Assembléia.

O outro lado da Mídia, que não perdoa Renato Ribeiro por ter vendido a Caldas Jr, para o Bispo Macedo e o Grupo Record, aproveita o caso para invdestigar,denunciar e condenar Renato Ribeiro.

Pergunto: porque não fizeram isso quando tinha radios televisão e jornal?

:: Um gesto grandioso ::

Alexandre Machado da Silva, foi deputado estadual , federal e conselheiro do TCE.
Natural do Arroio Grande, o que nos torna próximos por ser a minha terra natal.
Hoje, quinta(29), ao entrevista-lo no programa Memória do Parlamento, da TV Assembléia, ouviu emocionado um relato fantástico de como no passado os politicos eram adversários, jamais inimigos.
Contou que em pleno período da Revolução militar de março de 64, viu ser preso e dele recebeu carta ,João Caruso,ex-deputado,presidente da Assembléia. Caruso, homem respeitado era do PTB de Brizola e Alexandre vinha do PSD, de Juscelino.Ambos ficariam em trincheiras opostas.Alexandre na Arena, Caruso no MDB.Este, estava preso na penitenciária em meio aos criminosos da época, vestindo inclusive uniforme de presidiário.Não sabia porque estava preso, não havia queixa formal contra ele.Naquele tempo era assim.Fora arrancado de casa no meio da noite.
Alexandre, ali deputado do Governo resolveu ir até o comandante do Terceiro Exercito,Gen Justino Alves Bastos e apelar para que Caruso fosse transferido de prisão para um lugar mais digno.Argumentou e foi atendido.Mas, ao saber que a familia de Caruso iria cantar canções natalinas.deb aixo de uma árvora frente ao quartel onde estava preso,Alexandre foi de novo ao general.Conta que começou uma conversa comprida sobre o Natal, sobre a mensagem de Cristo, sobre Liberdade e Amor, seguiu pela Revolução Farroupilha, enfim.E a cada assunto o genaral pergunta oq ue ele queria.Confessou que estava ali para pedir a libertação de Caruso.e outra vez foi atendido. O ex-deputado, hoje aposentado do Tribunal de Contas ficou feliz com o gesto e anos depois, filhos ,parentes e amigos de João Caruso foram até o seu escrtório para ouvir esta história de dois adversários que nunca forma inimigos.Ao contrário.
A série Memória do Parlamento é apresentada pela TV Assembléia semanalmente.
Neste programa estava também o ex-deputado do PRP( Partido de Representação Popular) Alberto Hoffmann.