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domingo, 25 de novembro de 2007

:: Meu Xavante tão querido ::

Foi na avenida iluminada, surgiu aquela batucada e o povo inteiro entendeu,era o meu xavante tão querido,do futebol a própria vida...
Estes 3 a 0 no Ypiranga não foi o milagre do Futebol,foi de Amor,Paixão e Devoção de um povo que resiste a avalanche Gre Nal, avassaladora.

O Brasil de Pelotas e sua torcida não são explicáveis, não são para entender e sim admirar. Uma cidade que sofre com a depressão econômica, tem lá um clube cujas raízes populares remontam 1911 e ao longo de sua História pontilhada de momentos heróicos como este de reverter os 2a 0 na casa do adversário.
Viver do jogo de hoje olhando para o passado glorioso tem sido a motivação desta torcida, exemplo para o País.

Hoje, não vou tomar um porre, mas estou feliz.
João Garcia

:: Riem as Hienas ::

Eu vi...
Representantes dos funcionários públicos rirem á forra depois da derrota da proposta para o Plano de Recuperação do Estado. Riam de que? Não recebem aumento e terão menor chance ainda de receber agora.

Deputado que depende da boa vontade do Executivo exultante festejar á derrota da Governadora. Dela?

Outros que passaram pelo Piratini á reboque do seu partido abraçavam-se como tivessem feito um gol de placa, decisivo. Mas não terminou o campeonato. Foi só um jogo.

E tantos sorrisos vi no rosto de quem não resistiria á publicação da lista dos maiores devedores do Estado. Falavam de impostos que não costumam pagar.

Tenho ouvido Aquele andar pelo Rio Grande e microfones dizer que governar "é assim, é assado,” como fosse o maior administrador que a iniciativa privada viu. E não é. Nunca foi.

Afinal, não é uma vitória de Pirro? (Vitória pírrica ou vitória de Pirro, é uma expressão utilizada para expressar uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis).

Se já estamos atrasados com relação aos demais Estados, vamos ficar ainda mais.

João Garcia

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

:: Tudo começou na rifa da escola ::

A vantagem de ser mais velho é de ter visto mais coisas. Mas tenho certeza que todos morreremos sem ver tudo, tal a criatividade da Humanidade, para o Bem e para o Mal.

Tenho 58 anos e fico imaginando os que já chegaram aos 8O e nem sei o que dizer do Niemeyer que está beirando os 100 anos. Estes já viram muito, muito mesmo "Neste País" (sic Lula) e tem histórias cabeludas para contar. Vão falar dos tempos de Borges de Medeiros, Getulio, dos gloriosos anos da Ditadura e do Milagre Brasileiro. Isto, muito parecido como tal do PAC que já tem obras embargadas pelo Tribunal de Contas e certamente vai dar mais uma CPI, que vai começar e não vai terminar.

Por isso, olhando algumas carinhas manjadas da Política sou obrigado a reconhecer que eles vem de longe na carreira de corruptos e corruptores. Tantos começaram lá na escola infantil, quando pegaram a grana da rifa e o pai pagou o prejuízo, ou a professora com pena deixou por isso mesmo. Dali até chegar ao planalto central foi questão de anos e uma carreira sempre encostado em políticos e partidos. Quero dizer com isso que a dona Maria minha mãe tinha razão, "quem sai aos seus não degenera."

terça-feira, 13 de novembro de 2007

:: E lá se foram 30 anos ::







Foi em 1977 que deixei Pelotas para seguir meu caminho profissional pelo País. Fui arranchar-me em Brasília e de lá acompanhava os minutos finais do Seletivo na narração do Braunner e as reportagens do Solón Silva Show (o Aquarela Brasileira). A saudade era enorme e nos meus ouvidos ecoava o canto da massa xavante quando despedi-me num jogo que seria o último em Pelotas. Agitavam bandeiras e cantavam... quem parte leva saudade... podem imaginar a emoção?


Tantas foram as nossas conquistas. Ficaram para trás a Copa Governador de 72, o citadino de 76 e a decisão em Estrela no maior feito daquela década, e na seguinte teríamos o terceiro lugar no Brasileirão.


Mas, jamais apagou-se em mim a brasa xavante e hoje olho meu neto dizer que é "basil de pelotas" com muito orgulho, ás vezes vestimos nossas camisetas e saímos por Porto Alegre exibindo nosso prazer. Neto criado pelo avô, sofre outras influências de padrinhos e da mãe por outras bandeiras, mas nunca deixa de dizer que é "basil de pelotas". Temos esse acordo, que faz parte de marcas na nossa relação.


O Lucas foi morar com os pais na casa do outro avô, era nenêzinho e precisava marca-lo com alguma coisa que o fizesse lembrar-se de mim. Criei o código de apertar o narizinho e fazer o som de buzina.


Um dia, fui na creche buscá-lo, a diretora não queria liberar e disse-lhe que podia provar que era o seu avô. Subi na sala de recreação e chamei-o pelo nome, não deu bola e repeti com o gesto de apertar o nariz e buzinar o código", bi, bi vovô". Abriu o sorriso e abraçou-me. Saímos juntos dali. Assim é o código xavante com ele e por maior que seja a influência grenal jamais será primeiro um deles, sempre será xavante, antes de mais nada. Considero que esta é a maior contribuição da minha vida ao Brasil, faze-lo um pouco mais eterno na preferência do meu neto e quem sabe um dia não vestirá a camiseta gloriosa para entrar em campo e bombardear o adversário com sua canhota, hoje, já é poderosa e tem só quatro anos.

Hoje, não tenho a energia de outros anos e minha contribuição segue sendo intelectual, além da mensalidade de sócio e o reconhecimento da minha carteira de conselheiro.

O Brasil é um caso sério, uma energia que a todos move.
Estou preparando uma camiseta preta e vermelha onde vou escrever:

"sou xavante e me basta para ser universal."









João Garcia

:: A vida é um Jogo ::

O Brasil é um grande Cassino. Todos jogam buscando o dinheiro fácil. O Zé Mané, joga nas loterias do Governo Federal, da Caixa. O graúdo joga na corrupção, ambos querem dinheiro fácil.

Se o Zé conseguir entrar no circuíto da corrupção vira laranja e também aceita por querer o dinheiro fácil. O grandão já está no rolo, mas este conta com outra coisa além da chance do dinheiro fácil: A Impunidade.

Este comentário vale para todos os casos de corrupção no Brasil. E a propósito o Mensalão está de aniversário, acaba de completar três anos. Quantos foram presos, quem devolveu dinheiro para a Pátria Mãe?

João Garcia