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domingo, 25 de novembro de 2007

:: Riem as Hienas ::

Eu vi...
Representantes dos funcionários públicos rirem á forra depois da derrota da proposta para o Plano de Recuperação do Estado. Riam de que? Não recebem aumento e terão menor chance ainda de receber agora.

Deputado que depende da boa vontade do Executivo exultante festejar á derrota da Governadora. Dela?

Outros que passaram pelo Piratini á reboque do seu partido abraçavam-se como tivessem feito um gol de placa, decisivo. Mas não terminou o campeonato. Foi só um jogo.

E tantos sorrisos vi no rosto de quem não resistiria á publicação da lista dos maiores devedores do Estado. Falavam de impostos que não costumam pagar.

Tenho ouvido Aquele andar pelo Rio Grande e microfones dizer que governar "é assim, é assado,” como fosse o maior administrador que a iniciativa privada viu. E não é. Nunca foi.

Afinal, não é uma vitória de Pirro? (Vitória pírrica ou vitória de Pirro, é uma expressão utilizada para expressar uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis).

Se já estamos atrasados com relação aos demais Estados, vamos ficar ainda mais.

João Garcia

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

:: Tudo começou na rifa da escola ::

A vantagem de ser mais velho é de ter visto mais coisas. Mas tenho certeza que todos morreremos sem ver tudo, tal a criatividade da Humanidade, para o Bem e para o Mal.

Tenho 58 anos e fico imaginando os que já chegaram aos 8O e nem sei o que dizer do Niemeyer que está beirando os 100 anos. Estes já viram muito, muito mesmo "Neste País" (sic Lula) e tem histórias cabeludas para contar. Vão falar dos tempos de Borges de Medeiros, Getulio, dos gloriosos anos da Ditadura e do Milagre Brasileiro. Isto, muito parecido como tal do PAC que já tem obras embargadas pelo Tribunal de Contas e certamente vai dar mais uma CPI, que vai começar e não vai terminar.

Por isso, olhando algumas carinhas manjadas da Política sou obrigado a reconhecer que eles vem de longe na carreira de corruptos e corruptores. Tantos começaram lá na escola infantil, quando pegaram a grana da rifa e o pai pagou o prejuízo, ou a professora com pena deixou por isso mesmo. Dali até chegar ao planalto central foi questão de anos e uma carreira sempre encostado em políticos e partidos. Quero dizer com isso que a dona Maria minha mãe tinha razão, "quem sai aos seus não degenera."

terça-feira, 13 de novembro de 2007

:: E lá se foram 30 anos ::







Foi em 1977 que deixei Pelotas para seguir meu caminho profissional pelo País. Fui arranchar-me em Brasília e de lá acompanhava os minutos finais do Seletivo na narração do Braunner e as reportagens do Solón Silva Show (o Aquarela Brasileira). A saudade era enorme e nos meus ouvidos ecoava o canto da massa xavante quando despedi-me num jogo que seria o último em Pelotas. Agitavam bandeiras e cantavam... quem parte leva saudade... podem imaginar a emoção?


Tantas foram as nossas conquistas. Ficaram para trás a Copa Governador de 72, o citadino de 76 e a decisão em Estrela no maior feito daquela década, e na seguinte teríamos o terceiro lugar no Brasileirão.


Mas, jamais apagou-se em mim a brasa xavante e hoje olho meu neto dizer que é "basil de pelotas" com muito orgulho, ás vezes vestimos nossas camisetas e saímos por Porto Alegre exibindo nosso prazer. Neto criado pelo avô, sofre outras influências de padrinhos e da mãe por outras bandeiras, mas nunca deixa de dizer que é "basil de pelotas". Temos esse acordo, que faz parte de marcas na nossa relação.


O Lucas foi morar com os pais na casa do outro avô, era nenêzinho e precisava marca-lo com alguma coisa que o fizesse lembrar-se de mim. Criei o código de apertar o narizinho e fazer o som de buzina.


Um dia, fui na creche buscá-lo, a diretora não queria liberar e disse-lhe que podia provar que era o seu avô. Subi na sala de recreação e chamei-o pelo nome, não deu bola e repeti com o gesto de apertar o nariz e buzinar o código", bi, bi vovô". Abriu o sorriso e abraçou-me. Saímos juntos dali. Assim é o código xavante com ele e por maior que seja a influência grenal jamais será primeiro um deles, sempre será xavante, antes de mais nada. Considero que esta é a maior contribuição da minha vida ao Brasil, faze-lo um pouco mais eterno na preferência do meu neto e quem sabe um dia não vestirá a camiseta gloriosa para entrar em campo e bombardear o adversário com sua canhota, hoje, já é poderosa e tem só quatro anos.

Hoje, não tenho a energia de outros anos e minha contribuição segue sendo intelectual, além da mensalidade de sócio e o reconhecimento da minha carteira de conselheiro.

O Brasil é um caso sério, uma energia que a todos move.
Estou preparando uma camiseta preta e vermelha onde vou escrever:

"sou xavante e me basta para ser universal."









João Garcia

:: A vida é um Jogo ::

O Brasil é um grande Cassino. Todos jogam buscando o dinheiro fácil. O Zé Mané, joga nas loterias do Governo Federal, da Caixa. O graúdo joga na corrupção, ambos querem dinheiro fácil.

Se o Zé conseguir entrar no circuíto da corrupção vira laranja e também aceita por querer o dinheiro fácil. O grandão já está no rolo, mas este conta com outra coisa além da chance do dinheiro fácil: A Impunidade.

Este comentário vale para todos os casos de corrupção no Brasil. E a propósito o Mensalão está de aniversário, acaba de completar três anos. Quantos foram presos, quem devolveu dinheiro para a Pátria Mãe?

João Garcia

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

:: Campanhas Pague e Peça a Nota ::


Eis a questão sobre o título.


Alguma vez as entidades da classe empresarial fizeram campanha deste tipo? Já leram algum artigo destes presidentes criticando quem sonega? Quando as alíquotas de imposto foram reduzidas, cairam os preços?


Se numa delas, apenas, houver resposta positiva me calo, senão vou continuar afirmando que é muito barulho por pouco aumento.

A cultura do povo brasileiro é em não pagar imposto, sempre com a justificativa que o Governo não faz nada. Então as escolas, as estradas, os investimentos em energia, água,esgotos, infra estrutura, foram feitas por quem, com o dinheiro de quem? E mais, quando falta, logo vem os empresarios criticando o Governo, pedindo investimentos, isenções, anistias, enfim.


Tá muito fácil criticar os governantes e mamar nessa têta que secou. Secou. Não tem mais dinheiro, gastaram o que não podiam, pagaram o que não devia, e também não investiram e não pagaram.


Os maiores devedores de ICM no Estado são redes de lojas que recebem na boca do caixa o nosso imposto, mas não repassam ao governo, transformam em capital de giro da empresa; e estes, nunca foram criticados por seus dirigentes e ainda pressionam para não ter seus nomes anunciados e citados, porque dizem que estão negociando.

Que negócio é esse? Pega o dinheiro do comprador, não recolhe ao Governo e depois vai para a Justiça negar, reclamar, negociar.
Se o Governo recebesse os 4 bilhões dos devedores (sem juros, nem correção ou multa) resolveria o deficit, o rombo do Estado.


Não defendo aumento de impostos, mas esta história sempre tem um lado só.

O Governo me cobra, pago, mas o empresario não recolhe. Então porque me toma a grana do imposto?O que voces acham?

(comentario postado no www.kaduzopolis.com.br)
João Garcia